As habilidades que fazem diferença no começo de carreira

Esqueça programação, existem capacidades que são mais importantes para quem está começando.


Este artigo foi originalmente publicado no portal Época Negócios.

Suas habilidades com organização de planilhas podem não render a você uma vaga de emprego, mas manter uma boa rede de contatos pode. Antes, parecia que a cada nova habilidade, um profissional conseguia uma promoção e subia um degrau na escala corporativa. Atualmente, o mercado de trabalho ficou mais complexo. Muitos argumentam que, para conseguir um lugar nesse mercado, é preciso desenvolver algumas habilidades específicas – normalmente relacionadas à tecnologia, como programação, segurança na internet, etc. Isso não está exatamente errado, diz Lars Schmidt, especialista em recrutamento, em reportagem publicada na Fast Company.

Algumas habilidades são mais demandadas que outras, então esses conselhos até fazem sentido. Mas Schmidt defende que para avançar – seja para seguir a tradicional “escada” em empresas (vertical) ou para ir para os lados, é preciso aumentar sua capacidade de adaptação, não seus conhecimentos em tecnologia. Confira as sete habilidades que Lars Schmidt considera fundamentais para quem está iniciando a carreira:


1. Priorize o network

O desemprego ainda atinge mais os jovens. Para muitos, isso significa encontrar maneiras de levar a carreira adiante sem depender do esquema tradicional. Isso pode ser uma vantagem – afinal, os jovens não precisam esperar que os mais velhos sejam promovidos ou saiam da empresa para que consigam uma promoção.

Outro ponto favorável é que, em muitas áreas, os colaboradores trabalham por projeto, em vez do modelo tradicional de oito horas por dia. Assim, suas opções de trabalho aumentam – mas só se você conhecer muitas pessoas.

Em outras palavras, suas habilidades contam pontos, mas só isso não vai te levar a lugar algum. No mercado de trabalho atual, conhecimento, experiência e network trabalham em conjunto.

2. Preocupe-se com as coisas que você pode controlar

A habilidade de entender, interpretar e tomar decisões baseadas no seu conhecimento vem da experiência. Você pode até saber programar um site, mas essa capacidade não necessariamente ajudará a montar o melhor site de comércio digital. No início da carreira, as pessoas têm pouco controle sobre como irão desenvolver suas habilidades, afinal, os projetos para os quais são chamados, as habilidades e experiências que virão desse projeto são determinadas pelo empregador. E nem sempre é fácil ter dinheiro e encontrar formas para aprofundar conhecimentos e desenvolver outras habilidades.

Se você trabalhar em seu network, a sua rede de contatos, poderá ter acesso a esses conhecimentos, diz Schmidt. Conhecer as “pessoas certas”, a possibilidade de pedir informações e “usar” as habilidades de seus contatos sem ter que adquiri-las você mesmo. Assim, você provavelmente encontrará a solução para problemas mais rapidamente do que se tivesse de aprender o assunto do zero.


3. Retome seus contatos da faculdade

No início da carreira, você ainda não tem muitas oportunidades para aumentar seu network. Então, é crucial manter contato com seus colegas de faculdade. O LinkedIn pode ser um bom canal para fazer isso. Schmidt sugere que o seu foco, em primeiro lugar, esteja nos alunos que estavam alguns anos à sua frente nos estudos. Eles devem ter mais contatos profissionais que você, mas suas ligações ainda serão recentes. Use esses contatos para conseguir estágios. Depois de retomar os contatos com as pessoas que se graduaram com você, comece a buscar os estudantes de áreas de seu interesse.

4. Repense sua conta no Twitter

O Twitter não é apenas mais uma rede social, é uma plataforma poderosa de network e educação.Comece fazendo uma lista de perfis de profissionais na sua área de atuação que são destaque. Observe os assuntos sobre os quais eles escrevem e com quem interagem no microblog. Provavelmente, isso te apontará outros potenciais contatos para agregar à sua rede.

Além disso, siga hashtags relacionadas a áreas de seu interesse e nas quais você quer se aprofundar.

5. Mapeie suas conexões

Se o network é uma habilidade que você pode desenvolver como qualquer outra, criar alguma estrutura pode te ajudar. À medida que você acumula conexões, ficará mais difícil se lembrar onde conheceu aquele profissional, além das experiências e habilidades de cada um. Use um gerenciador de contatos que te permita colocar palavras-chave em cada um deles para que você consiga encontrar com facilidade os profissionais nas áreas de interesse.

6. Encontre uma pessoa para cada área de interesse

Bons networks não acontecem por acaso. Eles são conscientemente criados ao longo do tempo. Pense nas áreas fora do seu segmento de atuação que são de seu interesse e procure pessoas com experiência nesses setores, para que você possa adicionar aos seus círculos.

Com isso, você poderá encontrar boas ideias e trazê-las para seu ambiente de trabalho. E, caso você decida mudar de área, esse contato poderá te apontar os possíveis caminhos em uma nova carreira.

7. Seja generoso

A chave para manter toda essa rede de contatos é a generosidade. Você também deve estar disposto a compartilhar sua experiência.

Mesmo que tenha pouca experiência, mostrar vontade de ajudar no que puder mostra aos seus contatos que eles podem te procurar quando precisarem.

 


Fonte: Época Negócios

 

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