O papel do pesquisador dentro de uma consultoria estratégica

Saiba mais sobre a possibilidade de trabalhar ao lado dos consultores no gerenciamento e produção de conhecimento de ponta.


 Este artigo foi originalmente publicado no portal Na Prática.
 

Fonte: Na Prática [shutterstock]

 

Atendendo a grande parte das empresas mais lucrativas do mundo, a consultorias estratégicas acabam acumulando vasto conhecimento sobre diversas indústrias. Para permanecer entre as líderes de mercado, é importante que esse conhecimento seja colocado em prática em todos os escritórios, muitas vezes espalhados em mais de um país. Esse desafio está na mão da equipe de pesquisadores, tão essenciais quantos os consultores para o sucesso dos projetos.

 

São carreiras paralelas à de consultor. No caso da McKinsey & Company, por exemplo, reúnem ~2.000 dos ~11.000 funcionários da empresa. São profissionais de perfil mais acadêmico e que não se sentem tão estimulados pelo frontend do relacionamento com o cliente. Costuma-se dizer que servem de consultores para os próprios consultores.

 

Ao contrário do processo seletivo para consultores, que normalmente acontece a cada semestre e com datas específicas, essas vagas costumam surgir ao longo do ano conforme a necessidade de novos integrantes nessas equipes. O formato do recrutamento, por outro lado, é bem parecido, envolve resolução de cases e também é aberto para egressos de qualquer curso. Para quem almeja seguir essa carreira, o ideal é entrar em contato com as próprias consultorias e manifestar interesse na posição.

 

Research and Information

Para buscar a melhor solução para os problemas de seus clientes, as equipes de consultoria precisam analisar diversas informações sobre determinado mercado. Como o próprio nome sugere, é a equipe de Research and Information (a designação varia um pouco entre as empresas) que pesquisa essas informações e as organiza de forma personalizada para cada projeto.

 

Em outras palavras, esses profissionais buscam o conhecimento que vai embasar as análises dos consultores de diversas formas: preenchendo lacunas de dados, provando ou refutando hipóteses, analisando as tendências do setor, trazendo uma imagem mais clara de determinado cenário competitivo, etc.

 

Essa pesquisa normalmente é feita em diversas frentes, tanto nos documentos elaborados pelos próprios funcionários e ordenados na intranet das consultorias, como em notícias, artigos acadêmicos e benchmarks disponíveis publicamente.

 

Por exemplo: imagine que um consultor deseja projetar a demanda de um produto em 2020. Nesse caso, é a equipe de pesquisa que vai buscar dados disponíveis sobre como se faz isso. O trabalho, a rigor, não é totalmente diferente do dos consultores, porém os pesquisadores não tem o dia a dia com o cliente. Os clientes, no caso, são os próprios consultores. Isso significa que o trabalho acontece dentro do escritório e envolve pouquíssimas viagens, exatamente o contrário da função de consultor.

 

Carreira

A progressão de carreira padrão começa com analista junior, e é necessário nível superior completo. Contudo, existe a possibilidade de realizar estágios para aqueles que ainda não estão formados. Profissionais com curso de pós-graduação e/ou experiência de trabalho relevante podem entrar diretamente no cargo de analista. Com o passar do tempo, alguns desses profissionais desenvolvem interesses, habilidades e experiências que permitem a migrar para áreas mais próximas do cliente e da função de consultor, ou desempenhar funções seniores e de liderança nos próprios times de pesquisadores. Desde o início da carreira, é possível ocupar tanto cargos generalistas como posições em áreas específicas, como petróleo, bens de consumo, indústria farmacêutica, ou mesmo localidadades geográficas específicas (Ásia, América Latina, Leste Europeu).

 

Em muitas consultorias, também existe a possibilidade de, já em um cargo mais sênior, migrar para a carreira de consultor, normalmente em um cargo de início de carreira, embora essa transição não seja muito frequente.

 

Além das características tradicionalmente valorizadas pelas consultorias (capacidade analítica e resolução de problemas), algumas habilidades técnicas são valorizadas: familiaridade com conceitos estatísticos (correlação, regressão, intervalo de confiança), conhecimento em banco de dados (Access e SQL) e excelência no uso do Excel. 


Fonte: Na Prática.

https://www.napratica.org.br/o-papel-do-pesquisador-dentro-de-uma-consultoria-estrategica/