Accenture é a primeira grande empresa de consultoria a publicar estatísticas de etnia e gênero

Mesmo não obtendo o resultado esperado, o pioneirismo visa justamente a transparência para a inclusão da diversidade na equipe.


Este artigo foi originalmente publicado no portal Fortune.

Pela primeira vez, no dia 08 de fevereiro de 2016, a Accenture divulgou uma análise dos gêneros e das etnias de seus funcionários nos Estados Unidos.

Enquanto muitas empresas de tecnologia tem começado a divulgar seus status de diversidade por volta de 2015, a prática continua extremamente rara em outras indústrias - incluindo consultoria. Nem sequer PwC, Delloite, EY, Bain & Co. revelaram seus números de diversidade em neste nível de detalhe. Além do mais, IBM, outra grande concorrente da Accenture, é mais uma das muitas grandes companhias tecnológicas que ainda se recusam a divulgar seus dados.

“Nós já gastamos muito tempo, dinheiro e foco [em aumentar a diversidade],e ainda não estamos fazendo o progresso que queríamos, portanto sentimos que precisávamos tomar iniciativa”, disse Julie Sweet, CEO da Accenture, América do Norte, sobre a decisão da empresa de publicar os dados.

A divulgação mostra que as mulheres ocupam 36% do total de cargos nos Estados Unidos.

 

Funcionários da Accenture EUA por gênero, 2015

Accenture, que é a 98ª colocada no ranking Fortune de 100 Melhores Companhias para Trabalhar, é aproximadamente metade branca e um terço asiática. Empregados negros compõem 7.4% da força de trabalho da empresa, enquanto hispânicos ou latinos participam em 6.3% dos cargos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Funcionários da Accenture EUA por etnia, 2015

Além do mais, Accenture revelou que atualmente emprega 1450 pessoas, as quais se auto-identificam com deficiência e 1000 veteranos. (A firma também prometeu contratar 5000 veteranos ou cônjuges de veteranos até 2020.)

Accenture comprometeu-se a divulgar números atualizados de diversidade todo ano. No entanto isso não ocupou lugar como meta específica para 2016, Sweet espera que esse novo nível de transparência permita que a Accenture tenha mais explícitas e produtivas discussões sobre etnia e gênero internamente.

Em ajuda a acelerar a velocidade dessa mudança, a empresa também anunciou que está começando um novo programa de referência que irá recompensar os funcionários no que diz respeito a mulheres, negros, hispânicos e veteranos candidatos que acabam sendo contratados. Isso vem no acompanhamento de uma série de novas políticas amigáveis anunciadas no ano de 2015, incluindo 16 semanas de licença maternidade e a opção para os novos pais trabalharem localmente por um ano após o nascimento do filho.

"Quando assumi o meu novo cargo como chefe executiva da América do Norte, tive essa percepção de que com 48000 e um negócio de US $ 14 bilhões tive uma oportunidade real de fazer mudanças - e sinto um profundo senso de responsabilidade", diz Sweet. "Eu pessoalmente sinto que vou ter falhado se eu não fizer progressos para tornarmos a equipe de trabalho mais inclusiva e diversificada nos Estados Unidos."


Fonte: Fortune.

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